Num. 12, Vol. 2 (2024)
ISSN:2616-4574
AS IMPLICAÇÕES DA SOBRECARGA VIVENCIADA POR MÃES DE CRIANÇAS DIAGNOSTICADAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
Diego Gomes da Silva Melo; Mikaelly Cavalcanti Borges; Alessandra Almeida Ribeiro; Ana Paula de Moura Leite CarvalhoResumen
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Este trabalho tem como objetivo analisar as implicações da sobrecarga vivenciada por mães de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), abordando os desafios emocionais, sociais, familiares e institucionais enfrentados por essas mulheres. Por meio de uma pesquisa de abordagem qualitativa e natureza bibliográfica, fundamentada em estudos cientÃficos recentes, foram investigadas as múltiplas dimensões da maternidade atÃpica. A análise evidenciou que essas mães vivenciam elevados nÃveis de estresse, ansiedade e isolamento, ocasionados pela ausência de rede de apoio, pela sobrecarga nas funções de cuidado e pela exclusão social e profissional. Além disso, a falta de polÃticas públicas eficazes e a precariedade dos serviços de saúde e educação acentuam o sofrimento psÃquico e limitam as possibilidades de autocuidado. A atuação materna no contexto do TEA é marcada por uma multiplicidade de papéis — cuidadora, terapeuta, educadora e mediadora — que frequentemente são assumidos sem suporte adequado. Contudo, a maternidade atÃpica também é atravessada por experiências significativas de afeto, superação e resiliência, que revelam a potência dessas mulheres frente à s adversidades. Conclui-se que o reconhecimento institucional e social da maternidade atÃpica, aliado à implementação de polÃticas intersetoriais e redes de apoio estruturadas, é essencial para garantir dignidade, saúde mental e qualidade de vida para essas mães e suas famÃlias. Palavras-chave: Maternidade atÃpica; Transtorno do Espectro Autista; Sobrecarga maternal; Saúde mental; PolÃticas públicas. |
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