Num. 8, Vol. 2 (2020)

ISSN:2616-4574

INCLUSÃO ESCOLAR: AVALIAÇÃO E PROGRESSÃO EDUCACIONAL DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL EM SALA REGULAR NO MUNICÍPIO DE FLORIANO – PI.

PAULO ROBERTO DE SOUSA BARBOSA SOBRINHO

Resumen

Inserido no universo da educação especial, contemplando os desafios sobre as maneiras de ensinar e avaliar os alunos com deficiência intelectual, bem como dos fatores que influenciam a decisão de progressão educacional, a partir de questionamentos providos da prática cotidiana em escolas públicas municipais decidi realizar esta pesquisa. Tivemos por objetivo compreender o processo de inclusão educacional, as práticas pedagógicas avaliativas cotidianas e o processo de progressão dos alunos com deficiência intelectual presentes nas escolas do município de Floriano-PI, onde 42% dos alunos em sala comum são informados como alunos com esta deficiência. Nosso olhar voltara-se para a ótica do professor na tentativa de responder aos questionamentos: Como contribuir para a efetiva inclusão de alunos com deficiência intelectual em sala de aula comum nos processos de avaliação e progressão educacional? De que maneira o professor de sala comum do município de Floriano-PI compreende a inclusão escolar do aluno com deficiência intelectual? Que métodos e técnicas têm sido usados pelos professores na prática de inclusão do aluno com deficiência intelectual em sala de aula comum durante o processo avaliativo no município de Floriano - PI? Quais os recursos tecnológicos utilizados na inclusão de alunos com deficiência intelectual em sala comum nas escolas municipais de Floriano-PI localizadas na zona urbana? Os professores que tem em suas salas alunos com deficiência intelectual apresentam uma formação inicial e continuada de que tipo? Para tanto, foi utilizado uma pesquisa de enfoque descritivo, qualiquantitativa, tendo como método de coleta de dados o questionário e a observação direta não-participante. Neste sentido, foi possível observar que a totalidade dos professores apresentam formação acadêmica em nível de graduação, mas com pouca participação em cursos de formação para atuação na educação inclusiva, o que reflete na maneira de diagnosticar, avaliar e progredir educacionalmente o aluno com deficiência intelectual. No que concerne a avaliação há uma divergência entre o conhecimento teórico e as práticas executadas. A maioria dos professores, 55% afirmam promover uma avaliação contínua, porém com o uso de provas escritas como instrumentos. Aspectos de caráter qualitativo e não-objetivo são pouco verificáveis neste público. Com relação à progressão educacional, a realidade é mais destoante. Ou não é realizada, ou é realizada por meios aleatórios. A escola, no público pesquisado, tem a função integrativa e promotora da interação social. Com estes resultados, sugerimos como ação concreta de mudança da realidade pesquisada, a elaboração de um protocolo de avaliação na educação inclusiva do município, o que favorecerá uma modificação curricular e a busca de uma ação avaliativa significativa. A realidade pesquisada configura-se numa realidade que precisar repensar as ações inclusivas como oferta de acesso educacional mais técnico, igualitário e consciente.

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